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DR #73 – Sector familiar da agricultura: Cada vez mais pobres e marginalizados

Autores:João Mosca
A agricultura de pequenas explorações (sector familiar/camponeses) representa 99% das explorações agrícolas do país. Estes produzem todo o algodão, amendoim, batata-doce, caju, feijões, mandioca, mapira, milho, tabaco, entre outras culturas alimentares e de rendimento. Os médios e grandes produtores produzem açúcar, soja, arroz (uma parte), batata-reno, cebola, hortícolas. Os produtos pecuários não são referidos neste texto.

Pode-se afirmar: (1) existem evidências da secundarização do sector familiar, no contexto geral da não priorização efectiva da agricultura nas políticas governamentais; (2) escassos recursos internos do orçamento do Estado são alocados à agricultura com consequências sobre as capacidades institucionais para o exercício de algumas funções do Estado para a promoção da produção alimentar, com acentuada gravidade nos órgãos locais; (3) interesses externos relacionados com a exportação de commodities integradas em investimentos de agro-negócio internacional; (4) razões ideológicas que consideram os camponeses como agentes económicos pouco eficientes e actores não integrados no sistema de alianças do poder político e económico.

Num dos próximos Destaque Rural são apresentadas algumas propostas para a promoção da produção alimentar com destino ao mercado interno e produzida essencialmente pelos camponeses.
Data :Outubro de 2019

Autor

Mês

Outubro

Ano

2019