Autor: João Mosca
Este texto tem como objectivo expresso, na secção 2, fazer uma breve resenha das duas principais teorias (de Karl Marx e de Rostow) e meditar acerca das suas aplicações às realidades africanas, especialmente a moçambicana. O estudo das sociedades e economias deve ser multidisciplinar/interdisciplinar, histórico (secular) e considerando diferentes teorias de cariz político, ideológico, sociológico e da economia.
As sociedades evoluem de diferentes formas no tempo e no espaço, cada uma com as suas particularidades. No caso de Moçambique, existem razões históricas que articulam diversas realidades historicamente distintas. Desde o que se pode designar de produtor (agrário) tradicional (sociedade tradicional) e pré-condições para a descolagem e descolagem de Rostow até ao comunismo primitivo e modo de produção asiático e capitalismo de Marx. A análise dos factores “externos” em diversas fases (esclavagismo) feudalismo, capitalismo e imperialismo de Marx e as contribuições de Rostow são fundamentais na configuração e estudo da evolução da sociedade moçambicana ao longo de séculos, sobretudo depois do século XV, onde se podem identificar formas/práticas esclavagistas (modo de produção asiático), feudalismo, capitalismo e, ultimamente, parcialmente, de imperialismo.
A sociedade moçambicana é constituída por mais de 60% de pequenos produtores agrários, uma reduzida base operária diminuta sem consciência “para si” e é dominada por elites formadas em dinâmicas locais em combinação com diferentes formas de penetração política e económica que, ao longo de séculos, interagiu de forma subordinada com sociedades em diferentes estágios de desenvolvimento, tanto segundo os conceitos de Marx, como os de Rostow
Abril de 2026



