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DR #192 Sim, Senhor Fundo Monetário

Autores: João Mosca

O(s) novo(s) financiamentos do FMI e directamente relacionado, os do Banco Mundial, instituições financeiras internacionais e alguns países e agências da cooperação, têm marcado a implementação, principalmente pelo Ministério da Economia e Finanças, de um “pacote de medidas” e de propostas de legislação em cumprimento das directivas (“condicionalidades”) do FMI. Não é uma obediência recente. Iniciou-se e nunca deixou de estar presente nas decisões supostamente “soberanas” do Governo de Moçambique depois do programa de Reabilitação Económica, em 1987. Nos últimos tempos, estas imposições têm sido mais assertivas, públicas, descaradas e rapidamente cumpridas por Moçambique.

Esta realidade acontece quando o país está em crise económica e social profunda e em guerra, e, por outro lado, com recursos naturais, sobretudo o gás, em quase condições de serem extraídos e exportados em contexto da crise energética derivada da guerra NATO (Estado Unidos da América) – Rússia.

Grande parte das medidas foram apresentadas anteriormente, algumas das quais há quase uma década, por organizações moçambicanas de diferentes naturezas (sociedade civil e sector privado). Isto significa que, quando está em causa o acesso a dinheiro externo e ao poder, o Governo, isto é, a Frelimo, cede e é obdiente. Quando são vozes sem o poder do “TAKO”, o governo não ouve ou organiza eventos de fachada e diversionismo. Só se compreende isto, porque existem corruptos locais lesa-pátrias nos centros do poder.

Mês

Outubro

Ano

2022