Por favor aguarde...


Caso leve mais de 30segundos recarregue a página

DR #20 – O mito dos excedentes de produção de milho

Autores:Máriam Abbas
Na sua quase totalidade, a produção de alimentos em Moçambique é realizada em pequenas parcelas de terra, por pequenos agricultores, que produzem para a sua própria subsistência, comercializando os excedentes de produção para a obtenção de rendimentos monetários e outros.
Em Moçambique, predomina a produção de raízes e tubérculos (em especial a mandioca e a batata-doce), cereais (destacando-se o milho, o arroz, entre outros), o amendoim e as leguminosas. Segundo a FAO (2012), o milho é cultivado por cerca de 80% dos pequenos agricultores. Vários estudos confirmam que o milho é uma das principais culturas alimentares no país (Carrilho et al, 2016; FAO, 2012; INE, 2011; MASA, 2012, 2015).

Existe a percepção e assim refere o discurso político, de que Moçambique é auto-suficiente na produção de milho2. De acordo com o MINAG (2009) as regiões Centro e Norte do país registaram excedentes de milho, tendo o Sul um défice de cerca de 100 mil toneladas.
Estas afirmações podem ser baseadas no facto de os níveis de importação de milho serem relativamente baixos. Assume-se, desta forma, que as necessidades de consumo são completamente satisfeitas. O que eventualmente se pode afirmar, correctamente, é que a procura de milho é satisfeita quase totalmente pela oferta nacional, sem significar que as necessidades alimentares estejam satisfeitas.
Data :Abril de 2017

Mês

Ano