OR #15 – Os Efeitos do HIV e SIDA no Sector Agrário e no Bem-Estar nas Províncias de Tete e Niassa

Autor: Luis Artur, Ussene Buleza, Mateus Marasseiro, Garcia Junior
A agricultura representa, para países pobres, a principal fonte de sustento e renda para muitos agregados familiares. O aumento dos índices de produção e produtividade, no sector agrário, revelam-se, deste modo, de grande impacto na redução da pobreza e na melhoria das condições de vida das populações destes países.

O crescimento do sector agrário ajuda a reduzir a pobreza, porque ele melhora as rendas dos produtores, providencia alimentos mais baratos tanto para as populações vivendo nas zonas rurais como nas zonas urbanas, produz recursos que podem gerar ou melhorar oportunidades económicas fora da agricultura, ajudando assim, na transição de uma economia dependente da agricultura para uma economia mais diversificada. Em Moçambique, a pobreza absoluta estagnou nos últimos anos, e o HIV e SIDA terão contribuído, de alguma forma, para esta conjuntura.

O HIV e SIDA reduz a mão-de-obra activa disponível e produz elevada morbidade. Nas zonas rurais, o HIV e SIDA resulta sobretudo em redução de áreas de cultivo, na troca ou abandono de culturas muito exigentes em mão-de-obra. Mutangadura et al (2001) notam que os agregados familiares, que praticam a agricultura de subsistência, são atingidos de forma mais violenta do que as famílias urbanas, pois, com a perda de membros activos, há redução da produção e produtividade, levando a redução da renda familiar e a subnutrição. Lengkeek (2008) afirma que, a longo prazo, esta situação provoca o decréscimo cíclico da capacidade produtiva dos rendimentos e da insegurança alimentar e nutricional crónica.
Data: Abril de 2014

Mês

Abril

Ano

2014