OR #90 – Transição florestal: Estudo socioeconómico do desmatamento em Nhamatanda

OR #90 – Transição florestal: Estudo socioeconómico do desmatamento em Nhamatanda


Descrição

  • 31 Março 2020

As razões do desmatamento e da degradação florestal observada no país são a grande demanda por recursos florestais, as necessidades energéticas (energia de biomassa), a conversão de áreas florestais em campos agrícolas e as queimadas descontroladas (Florestas e Paisagens de Moçambique, n.d.). De acordo com o relatório do estudo de desmatamento em Moçambique, a taxa estimada de desmatamento por ano no país é de 0,79% da cobertura florestal (equivalente a 267.029 hectares de florestas por ano). (FNDS, 2019)

Em território moçambicano existem cerca de 36 milhões de hectares de terra apropriada para a produção agrícola e pecuária. Este facto deve-se a factores naturais, como a existência de bacias hidrográficas de diferentes dimensões e condições climáticas favoráveis (Bila, et al., 2018). Outros autores afirmam que a produção agrícola cobre apenas 10% da área cultivável disponívelEntre 2013 e 2014 observou-se um crescimento no sector agrícola em 9,9%, sendo a mandioca, o feijão e o tabaco responsáveis por mais de dois terços desse crescimento (Bila, et al., 2018).